A avicultura moderna opera sob margens cada vez mais ajustadas, alta densidade de alojamento e ciclos produtivos altamente dependentes de previsibilidade. Nesse cenário, fatores ambientais deixaram de ser apenas variáveis externas e passaram a exercer influência direta sobre o desempenho zootécnico. Entre eles, as ondas de calor se destacam como um dos desafios mais recorrentes e complexos de manejar.
Cada vez mais frequentes e intensas, as ondas de calor representam um fator de risco crescente para a estabilidade produtiva. Em sistemas modernos, pequenas alterações fisiológicas desencadeadas pelo calor já são suficientes para gerar perdas significativas de desempenho, muitas vezes sem sinais clínicos evidentes ou aumento expressivo da mortalidade.
Segundo Tinôco (1998), um ambiente é considerado confortável para aves adultas quando apresenta temperaturas entre 16 e 23 °C e umidade relativa do ar entre 50 e 70%. No entanto, esse cenário de conforto térmico tem se tornado cada vez menos viável diante das ondas de calor observadas ao longo de 2025, que já voltaram a se manifestar de forma intensa em 2026, ampliando os desafios relacionados à ambiência e ao manejo nutricional.
Diferentemente de desafios sanitários pontuais, as ondas de calor impõem uma sobrecarga contínua ao metabolismo das aves. O impacto vai além da elevação da temperatura ambiente e envolve uma série de alterações hormonais, digestivas e metabólicas que afetam diretamente o consumo, a uniformidade e a eficiência produtiva ao longo do lote.
O que acontece com as aves durante ondas de calor
Quando submetidas a temperaturas elevadas, as aves ativam mecanismos fisiológicos para dissipar calor, principalmente por meio do aumento da frequência respiratória. Esse processo intensifica a perda de água corporal e interfere no equilíbrio ácido-base do organismo.
Paralelamente, ocorre uma redistribuição do fluxo sanguíneo, priorizando tecidos periféricos em detrimento do trato gastrointestinal. Como consequência, a digestão e a absorção de nutrientes tornam-se menos eficientes, justamente em um momento em que o organismo demanda maior aporte energético para manter a homeostase.
Em situações prolongadas de ondas de calor, essa adaptação constante gera desgaste fisiológico e compromete de forma progressiva a resposta produtiva das aves.
Estresse térmico e cortisol: um impacto silencioso
Um dos principais mediadores da resposta ao estresse térmico é o aumento da liberação de cortisol. Embora esse hormônio faça parte do mecanismo adaptativo, sua elevação contínua está associada a efeitos metabólicos indesejáveis.
Níveis elevados de cortisol estão relacionados a:
- alteração do metabolismo energético;
- redução da eficiência alimentar;
- comprometimento da integridade intestinal;
- pior uniformidade do lote;
- maior variabilidade na resposta produtiva.
Esses efeitos não ocorrem de forma isolada. Eles se acumulam ao longo dos dias de calor intenso, resultando em perdas invisíveis que, muitas vezes, só se tornam evidentes no fechamento do ciclo produtivo.
Desidratação: um dos primeiros elos da cadeia de perdas
Mesmo com acesso irrestrito à água, as aves podem entrar em estado de desidratação durante ondas de calor. O aumento da perda hídrica pela respiração, aliado à redução do consumo de ração, altera o balanço hídrico e eletrolítico do organismo.
A desidratação afeta diretamente:
- a função celular;
- o transporte de nutrientes;
- a atividade enzimática;
- o consumo voluntário de ração.
Sem uma intervenção adequada, esse quadro se instala rapidamente e limita a capacidade de recuperação das aves, mesmo após a redução da temperatura ambiental.
Por que apenas água não é suficiente
Durante ondas de calor, a simples oferta de água não garante a manutenção do equilíbrio fisiológico. O organismo necessita de eletrólitos, vitaminas e compostos que auxiliem o metabolismo celular e intestinal, especialmente em condições de estresse térmico prolongado.
A ausência desses elementos compromete a capacidade das aves de manter a homeostase e prolonga os efeitos negativos do calor sobre o desempenho. Por isso, estratégias de hidratação funcional ganham relevância nesse contexto.
BioHidract® como apoio nutricional em ondas de calor
O BioHidract®, uma solução BioSyn, foi desenvolvido para apoiar a restauração do equilíbrio fisiológico de forma rápida e eficiente. Sua formulação combina eletrólitos, aminoácidos, vitaminas, inositol e microrganismos vivos, atuando de maneira integrada sobre os principais pontos afetados pelas ondas de calor.
Durante períodos de estresse térmico, essa composição contribui para:
- manutenção da hidratação celular;
- suporte ao equilíbrio eletrolítico;
- estímulo ao consumo de água;
- apoio ao metabolismo energético;
- suporte à integridade intestinal.
Ao atuar nesses eixos, BioHidract® auxilia na redução dos impactos metabólicos associados ao calor excessivo, favorecendo maior estabilidade fisiológica do lote.
Integridade intestinal e digestibilidade sob estresse térmico
O trato gastrointestinal é um dos sistemas mais sensíveis às ondas de calor. Alterações no fluxo sanguíneo intestinal, no pH e na atividade enzimática comprometem a digestibilidade e a absorção de nutrientes.
A presença de microrganismos vivos na formulação do BioHidract® contribui para o suporte da microbiota intestinal, favorecendo:
- manutenção da integridade da mucosa;
- melhor digestibilidade dos nutrientes;
- maior uniformidade do lote;
- resposta mais consistente ao consumo alimentar.
Esse suporte torna-se especialmente relevante em períodos de calor intenso, quando pequenas perdas digestivas podem se acumular rapidamente em prejuízos produtivos.
Estratégia nutricional integrada ao manejo térmico
Medidas de ambiência, ventilação e manejo são fundamentais para reduzir os efeitos das ondas de calor. No entanto, sem suporte nutricional adequado, esses esforços tornam-se limitados.
Para aprofundar esse tema, vale a leitura do artigo Manejo para mitigação do calor na avicultura.
A utilização de soluções como BioHidract® em períodos críticos fortalece o manejo térmico, oferecendo suporte fisiológico às aves exatamente no momento em que o desafio ambiental é mais intenso.